Imagine a manhã de um arbitrador — digamos que seu nome é Dimon. Ontem, Dimon lançou 40 criativos e três GEOs com um orçamento de teste, e hoje ele olha no gerenciador de anúncios e vê 3.800 cliques — o dinheiro já foi gasto. Abre a afiliada, lá estão 12 conversões, algo pingou no saldo. 

Mas entre esses dois números há um abismo, porque nem o gerenciador nem a afiliada respondem à única pergunta que agora vale dinheiro: quais dos quarenta criativos trouxeram essas 12 conversões e quais só queimaram o orçamento? E dados para análise não faltam. O problema é que eles estão em seis abas diferentes e, por enquanto, ninguém cruzou essas informações. Em resumo: 

  • o gerenciador de anúncios sabe sobre os cliques, mas não sobre os depósitos; 
  • a afiliada sabe sobre os depósitos, mas não sabe de qual anúncio veio o jogador;
  • a planilha do Google só sabe o que Dimon conseguiu digitar manualmente às três da manhã. 

O que fazer?

Você precisa de um tracker — um lugar onde o gasto finalmente encontra a receita, e fica claro: o que veio de onde, o que cortar e o que escalar. O tracker no arbitragem de tráfego é uma ferramenta essencial, que deve ser configurada logo no início, senão nem as melhores combinações vão dar resultado. 

Vamos entender o que é, quando é necessário, quando não é, quanto custa e como escolher o primeiro.

O que é um tracker

O tracker é uma camada entre o anúncio e o offer, por onde passa cada clique. 

A mecânica funciona assim:

  1. O usuário vê seu anúncio e clica nele → 
  2. Em vez de levar a pessoa direto para o offer, o link primeiro direciona para o tracker →
  3. O tracker, em frações de segundo, lê o “passaporte” do clique — país, dispositivo, sistema operacional, navegador, fonte, criativo específico. 
  4. Redireciona instantaneamente o usuário para a página de destino →
  5. A pessoa se cadastra ou paga. 
  6. A afiliada devolve essa conversão para o tracker com um sinal especial. 

Esse sinal é chamado de postback (postback — notificação do servidor de que a conversão aconteceu; algo como o recibo que chega depois que o cliente paga no caixa).

Esquema do caminho do clique: fonte, tracker, landing page, programa de afiliados e postback para o tracker — GoAff
O tracker fica entre o anúncio e o offer: captura o clique, redireciona e recebe o postback com a conversão

No final, você tem uma visão completa que nenhuma aba separada dava: este clique deste criativo neste GEO virou este depósito. Dimon finalmente vê não dois números soltos, mas toda a cadeia — e pode tomar decisões baseadas nela, não só na intuição.

Como o tracker difere do TDS

Essas duas palavras costumam aparecer juntas e confundem quem está começando. 

TDS (traffic distribution system — sistema de distribuição de tráfego) faz uma coisa muito importante: distribui os cliques conforme regras. Chegou tráfego mobile — vai para cá, desktop — para lá, alemães — para a landing page em alemão, o resto do mundo — para a em inglês. Na prática, é como um controlador de tráfego inteligente.

O tracker faz tudo isso e ainda conta o dinheiro: ele direciona os fluxos de tráfego e registra no que cada um deles se transforma. 

Antes, TDS era um software separado, e realmente era preciso escolher entre TDS e tracker. Hoje, a distribuição de tráfego é só uma das funções de qualquer tracker decente, e discutir “tracker ou TDS” em 2026 faz tanto sentido quanto escolher entre smartphone e celular antigo.

Quem usa e para quê

O tracker não é uma ferramenta para qualquer um, mas para quem trabalha com tráfego pago e precisa mensurar. O afiliado solo usa para encontrar uma combinação lucrativa entre dezenas testadas. O time — para centralizar todas as estatísticas e permitir que os buyers trabalhem por funções e acessos, sem trocar senhas de contas de anúncios. Especialistas em SEO com redes de sites passam milhares de páginas pelo tracker. As afiliadas instalam para rastrear quem e qual tráfego estão recebendo.

A profissão “especialista em tracker” existe à parte — pessoas constroem negócios, fazem lives e cobram por configurar e integrar Keitaro. Grigory, chefe de vendas da Keitaro, descreve o status da ferramenta sem falsa modéstia em entrevista ao Partnerkin: para o afiliado, o tracker é como o Figma para o designer ou o framework para o desenvolvedor, uma habilidade básica sem a qual ninguém é chamado para vaga de webmaster. É natural que ele elogie seu produto, mas sobre as vagas ele não exagera: abra qualquer job board do mercado de afiliados — “saber trabalhar com Keitaro” é requisito comum para webmasters.

Lá ele também destaca um detalhe que separa o amador do profissional: o iniciante, ao perder dinheiro, geralmente sai do mercado, enquanto o webmaster experiente analisa cada detalhe da campanha negativa. Esses “detalhes” vivem dentro do tracker. Sem ele, prejuízo é só prejuízo. Com ele, prejuízo é diagnóstico: GEO errado, dispositivo errado, landing errada.

Quando o tracker não é necessário

Agora, o que os vendedores de trackers geralmente omitem. O tracker não é para todos nem sempre, e empurrá-lo para o iniciante como solução obrigatória só confunde ainda mais.

O Dimon tem um vizinho de coworking que roda uma única combinação em uma única afiliada. Uma oferta, uma fonte, um GEO. Ele não precisa de tracker: a afiliada fornece estatísticas por SubID (tags que vão no link e mostram de onde veio o tráfego), e isso já basta para entender o que está acontecendo. Adicionar uma ferramenta extra seria como comprar um caminhão para levar um pacote de leite para casa uma vez por semana.

Você pode deixar o tracker de lado se:

  1. Você tem uma combinação e uma rede. SubID e as estatísticas da própria afiliada cobrem uns noventa por cento das necessidades.
  2. O tráfego vive dentro de um único ecossistema. Se você está rodando tráfego do Facebook e medindo tudo com o pixel dentro do próprio Facebook, um tracker separado ainda é desnecessário.
  3. Você está na fase de “testar o nicho com cem dólares”. Primeiro encontre uma combinação que realmente funcione, depois construa a infraestrutura ao redor dela, e não o contrário.
  4. Você faz SEO puro sem tráfego pago. Enquanto não houver despesas para comparar com a receita, não há nada para rastrear.

A regra é simples: você precisa de um tracker quando o preço de não saber é maior do que o preço da assinatura. Enquanto você perde menos de quarenta euros por mês por não enxergar, pagar os mesmos quarenta para ter clareza não faz sentido matematicamente. Assim que a cegueira começa a custar mais caro — contrate um.

Tipos de trackers

Todos os trackers se dividem em dois grandes grupos, e a diferença entre eles não está nas funções, mas em onde seus dados ficam e quem gerencia o servidor.

Comparação de trackers próprios e em nuvem por preço, dados, configuração e manutenção — GoAff
Tracker de servidor — controle e infraestrutura própria, cloud — início rápido sem servidor

De servidor

O tracker de servidor (também chamado de self-hosted, “hospedado por você”) é instalado no seu próprio VPS — um servidor virtual alugado. Depois, você paga pela licença do software e separadamente pelo servidor, e em troca recebe controle total: os dados ficam só com você, a velocidade do redirecionamento depende apenas do seu hardware, ninguém de fora verá suas estatísticas ou poderá banir você arbitrariamente.

O preço dessa liberdade é que você mesmo é o administrador. Atualizações, backups, segurança, servidor caindo de madrugada — tudo é sua responsabilidade. Os clássicos aqui são Keitaro e Binom. O modelo de servidor é escolhido quando o volume é grande, as verticais são cinzentas e a pergunta “onde ficam minhas estatísticas” é tratada com a paranoia típica do setor.

Cloud

O tracker cloud (cloud, SaaS) funciona no modelo “cadastrou e já está rodando”. Não precisa de servidor, não precisa instalar nada, o fornecedor cuida de tudo — você só acessa pelo navegador e em dez minutos já está rodando tráfego. Você paga enquanto usa; parou de pagar — o acesso é bloqueado. Exemplos — RedTrack, BeMob, Voluum, PeerClick.

A diferença entre servidor e cloud é como entre seu próprio apartamento e um hotel. No hotel, você entra em uma hora, as toalhas são trocadas sem você, o eletricista conserta a lâmpada. Mas suas coisas ficam em território alheio, e sair discretamente com tudo o que acumulou não é possível: os dados ficam com o dono. No seu apartamento tudo é seu e ninguém te despeja, mas a manutenção é por sua conta. Dimon, como a maioria dos iniciantes, começa no hotel — ainda não tem apartamento próprio e nem tempo para administrar um.

Existe ainda um terceiro caminho, muito falado em 2026: alguns webmasters não compram tracker pronto, mas montam um próprio com agentes de IA. É um tema à parte e não para iniciantes — já fizemos uma análise detalhada no artigo sobre vibe coding de tracker. Para começar, definitivamente não é uma opção: primeiro aprenda a dirigir, depois monte o carro na garagem.

Custo dos trackers

Aqui começa a parte concreta com números, que na maioria das análises geralmente falta. Todos os preços estão atualizados para agosto de 2026, com links para as páginas oficiais — as tarifas podem mudar.

Servidor próprio. Você paga em duas partes: licença mais servidor.

  • Keitaro: a partir de 40 euros por mês no plano Starter com pagamento anual, 72 para o Advanced, 104 para o Expert. A diferença está no limite de domínios (1 / 100 / 500).
  • Binom: 149 dólares por mês ou 104 com pagamento anual pela licença self-hosted — sem nenhum limite de cliques, você paga um valor fixo mesmo para um bilhão de cliques.
  • Além da licença — VPS. Isso custa mais 5–15 dólares por mês, e essa linha nos cálculos quase sempre é esquecida, mas existe.
Página de preços do Keitaro com os planos Starter, Advanced e Expert em euros — GoAff
Planos Keitaro com pagamento anual: 40–104 euros por mês dependendo do limite de domínios

Cloud. Você paga um valor só, geralmente pelo volume de eventos.

Página de preços do BeMob com plano gratuito para 100.000 eventos por mês — GoAff
Plano gratuito do BeMob — um verdadeiro ponto de entrada sem investimento no primeiro mês

Separadamente sobre a palavra “grátis”, que adoram colocar em toda landing page. Existem trackers totalmente gratuitos, mas com ressalvas: 

O plano free do BeMob realmente existe, mas tem um teto de eventos. Quase todos oferecem trial de 14 dias, mas isso é test-drive, não tracker gratuito. Opções open source e feitas em casa não cobram licença, mas custam seu tempo e servidor. Tracker que aguenta volume real e não pede nada em troca simplesmente não existe — o Dimon já testou isso no próprio orçamento.

Como conectar o tracker

Suponha que você escolheu e pagou. E agora? O esquema geral de ativação é o mesmo para todos os trackers, mudam só os detalhes da interface:

  1. Para o tracker em nuvem o caminho é curto: você se cadastra, adiciona a fonte de tráfego, adiciona a afiliada (e insere nela o link de postback para que as conversões voltem), cria a campanha, pega o link de tracking do tracker e coloca ele no gerenciador de anúncios no lugar do link direto para o offer. 
  2. Para o tracker em servidor é igual, só que antes você aluga um VPS e instala o tracker nele pelo instalador automático — normalmente é um assistente de poucos cliques, nada de mexer manualmente em configurações.
Na primeira vez, toda a configuração leva de 30 a 60 minutos; depois, cada nova campanha vai tomar uns cinco minutos. O principal é não relaxar no postback — é aí que a maioria tropeça. 

Como isso acontece na prática, conta o arbitrador Dima Leto no seu canal: fez um teste, de manhã vê no tracker zero registros e zero depósitos, mas na afiliada — cinco registros, um depósito e ROI de 100%. Foi investigar — e o postback estava de outra conta, era só trocar uma tag, de sub8 para sub5, e ele não fez isso porque configurou de madrugada. O tráfego está rodando, o dinheiro entrando, mas o tracker não vê nada por causa de um número em um link.

Funcionalidade do tracker

Agora — sobre as perguntas que o tracker responde no lugar da sua planilha do Google. Cada relatório cobre uma lacuna diferente no entendimento de onde o dinheiro entra ou sai.

Análise de campanhas

Essa é a tela principal, o motivo de tudo: gasto versus receita de cada campanha em uma tabela só. ROI (retorno sobre investimento), CPA (custo por ação), CR, CTR, EPC — todas as métricas principais o tracker reúne e calcula sozinho. Em vez de seis abas e uma calculadora, o Dimon tem uma linha só, de onde já vê se a campanha está no lucro ou no prejuízo.

Análise de landings

O tracker consegue dividir o tráfego entre vários landings e mostrar qual converte melhor. Isso é split test (A/B test): você sobe duas versões da página, o tracker distribui 50% do tráfego para cada uma e, depois de um ou dois dias, mostra qual landing ou pré-lander traz mais dinheiro. Em vez de achismos do tipo “acho que o botão azul é melhor que o vermelho” — números de conversão.

Análise de offers

O mesmo tráfego pode ser enviado para diferentes offers e afiliadas, e o tracker mostra onde o retorno é maior. Aqui também tem rotação de offers e trafficback — uma mecânica que captura o tráfego que não serve para o offer principal (por exemplo, usuário de um GEO que o offer não aceita) e manda para um backup, para não desperdiçar o clique. Parece pouco, mas em volume isso aumenta bem o lucro.

Análise de fontes de tráfego

O tracker separa as estatísticas por fontes, zonas e sites. Isso é especialmente importante em push e teaser, onde o tráfego vem de milhares de sites pequenos de qualidade variada. Se você vê que uma zona está queimando orçamento e não gera conversão, coloca ela na blacklist e o tracker para de enviar tráfego para lá.

Análise de cliques

O nível mais profundo é o click log, onde você vê o passaporte de cada clique individual: IP, GEO, dispositivo, SO, horário, se o clique é único ou duplicado. Aqui também estão embutidos os filtros de bots e antifraude — o tracker corta o tráfego lixo e suspeito para que você não pague por cliques de robôs. E nesse mesmo nível funcionam os gatilhos — regras automáticas como “se o ROI da campanha cair abaixo de zero na última hora, pare e me envie uma notificação no Telegram”. Além disso, há API para quem quer extrair dados e construir seus próprios dashboards.

Por dentro: macros, postback e no-redirect

Um pouco de técnica — só o suficiente para não cair nas armadilhas mais comuns logo na primeira configuração.

Como o tracker sabe de qual anúncio veio o clique. Através de macros — variáveis que a fonte insere no link ao clicar: número da campanha, número do criativo, fonte, GEO. O tracker lê esses parâmetros e atribui a cada clique um clickid — um número único pelo qual esse clique pode ser identificado depois. Quando a afiliada envia o postback, ela retorna exatamente o clickid para o tracker: “esse número converteu”. Assim o ciclo se fecha.

Duas formas de enviar a conversão. A confiável é o S2S-postback (server-to-server): o servidor da afiliada comunica diretamente com o servidor do tracker. Funciona independente do navegador do usuário. O método antigo é o pixel, um trecho de código na página de “obrigado pela compra”: ele é bloqueado por adblockers e restrições dos navegadores, por isso em 2026, sempre que possível, escolha S2S.

Redirect ou no-redirect. O esquema clássico é o clique passar pelo domínio do tracker com um redirecionamento 302. Configura-se em um minuto, mas tem dois pontos negativos: milissegundos extras na transição (em tráfego mobile barato, parte dos cliques se perde no caminho) e maior visibilidade para moderação. O Google proíbe manipulações com domínios e cadeias para burlar a verificação — isso está descrito na política de abuso de rede de publicidade, e redirecionar para um domínio estranho é um alerta vermelho para os sistemas deles. 

Por isso, para Google Ads e Facebook usam o tracking no-redirect: no anúncio vai o link direto para o landing, e os dados são enviados ao tracker por um script na própria página. O usuário não vê o redirecionamento, nem a moderação, e as estatísticas são coletadas. Todos os grandes trackers da lista abaixo suportam isso — ao configurar, procure na documentação por “no redirect” ou “LP pixel”.

TOP-5 trackers 2026

Disclaimer um: não existe um tracker “melhor” universal. Existe o que se encaixa nas suas necessidades, volumes e grau de paranoia técnica. Abaixo estão cinco veteranos confiáveis do mercado, com preços e especificidades. Mas o melhor tracker você mesmo terá que escolher — aquele pelo qual vai pagar mesmo depois do trial acabar.

Disclaimer dois: todos os preços e planos são válidos na data de publicação deste artigo.

Página inicial do tracker Keitaro com integrações do Facebook, Google Ads e TikTok — GoAff

O tracker self-hosted Keitaro foca em atribuição e integrações prontas com redes de anúncios

Keitaro — padrão de servidor da indústria

Um tracker self-hosted que se tornou o padrão de fato do setor: integrações e guias são feitos para ele, e aparece frequentemente nos requisitos de vagas. Custa de 40 a 104 euros por mês no plano anual — quanto mais caro o plano, maior o limite de domínios e acesso a funções avançadas.

Pontos fortes. Cloaking integrado de fábrica, base própria de GEO, integrações com Facebook, Google Ads, TikTok, Cloudflare e registradores de domínio, API, editor de landing pages — porém, integrações e API variam conforme o plano, e os melhores recursos só estão no Expert. 

Todo o setor gira em torno do Keitaro: qualquer problema já foi resolvido em algum fórum, e para qualquer afiliada existe um template de postback pronto. Para verticais grey isso é essencial — não precisa reinventar a roda.

Pontos fracos. É um servidor, ou seja, instalação, atualizações e proteção do admin ficam por sua conta. Para iniciantes, a barreira de entrada é maior do que em soluções cloud. E tem a questão da reputação: devido à popularidade, o Keitaro se envolveu em um escândalo em 2026. 

Pesquisadores da Infoblox e Confiant analisaram como ele foi usado para esconder esquemas fraudulentos: em quatro meses — de outubro de 2025 a janeiro de 2026 — encontraram cerca de 15.500 domínios em instâncias maliciosas, escondendo de tudo, de golpes de investimento a phishing de cartões bancários, e o The Hacker News contou mais de 120 campanhas separadas nesse caso. 

O tracker não tem culpa — quando uma ferramenta vira padrão, acaba sendo usada também por quem você não gostaria de ver no mesmo relatório. Os desenvolvedores colaboraram com os pesquisadores, mas a má impressão ficou.

Para quem. Para quem já tem volume, trabalha com verticais grey e precisa manter as estatísticas só consigo. Para o primeiro tracker, costuma ser demais (embora muitos discordem).

Interface de relatório de campanhas do tracker Binom com cliques, conversões, gastos e ROI — GoAff
O Binom mostra de cara o que importa em arbitragem de tráfego: ROI de cada campanha em uma única tabela

Binom — tracker de servidor para grandes volumes

O segundo peso-pesado do lado do servidor e principal concorrente do Keitaro. Licença — 149 dólares por mês ou 104 no pagamento anual, também há uma opção em nuvem mais cara. O diferencial é que você não paga por cliques: paga um valor fixo, mesmo que tenha um bilhão de acessos, e o Binom processa até 260 milhões de cliques por dia. Usuários, domínios e armazenamento de dados — ilimitados e para sempre.

Pontos fortes. Velocidade de processamento e redirecionamento — é por isso que ele é escolhido para grandes volumes, onde cada centena de cliques perdida significa dinheiro. A proteção anti-bot Binom Protect (detecção de bots, VPN, emuladores iOS) — porém, é um produto separado a partir de 69 dólares por mês. E na primavera de 2026 o Binom adicionou migração automática do Keitaro — em meio à história do padrão de mercado, um detalhe revelador: os concorrentes já disputam os clientes dele.

Pontos fracos. Assim como o Keitaro, exige servidor e alguém que saiba configurá-lo. O custo inicial é mais alto que o do concorrente, e a proteção anti-bot completa é paga à parte. Para iniciantes sem volume, não compensa pagar mais.

Para quem. Para media buying e equipes com grande volume de tráfego, onde velocidade e previsibilidade de custos, independente do número de cliques, são essenciais.

Página inicial do tracker RedTrack com rastreamento server-side e recursos de Conversion API - GoAff
O tracker em nuvem RedTrack destaca logo na tela inicial o tracking server-side e o Conversion API — exatamente o que é preciso para tráfego white hat

RedTrack — nuvem com integrações e CAPI

O primeiro tracker em nuvem da lista — não precisa de servidor, tudo roda no fornecedor. Planos a partir de 69 dólares por mês para o Builder (dois milhões de eventos), depois Solo, Team e Enterprise para volumes e número de usuários maiores. Teste grátis por 14 dias.

Pontos fortes. O principal diferencial são as integrações server-side e CAPI (envio de conversões diretamente do servidor para as contas de anúncios, sem passar pelo navegador): para tráfego white hat no Facebook e Google isso já é quase obrigatório, e o RedTrack oferece isso pronto. Além disso, tem uma solução separada para e-commerce e marcas com envio gratuito de conversões server-side — ou seja, o tracker não vive só no arbitragem, o que mostra a maturidade do produto.

Pontos fracos. O preço está atrelado ao volume de eventos e cresce junto, e algumas funções práticas (sincronização acelerada de gastos, automação) são cobradas à parte. Em verticais totalmente black hat, a nuvem é sempre território de terceiros, com regras de terceiros.

Para quem. Para solo e equipes em tráfego white e gray hat, que precisam de integrações prontas e CAPI sem complicação de servidor.

Página inicial do tracker em nuvem BeMob com painel de visitas, cliques, conversões e ROI — GoAff
O tracker BeMob para arbitragem de tráfego promete começar sem servidor: o dashboard com métricas está disponível logo após o cadastro

BeMob — nuvem com plano gratuito real

O principal argumento para o tema “soluções gratuitas”. O BeMob tem um plano free para sempre — 100.000 eventos por mês, dez campanhas e armazenamento de dados por um mês, sem cartão e sem pagamento. Os planos pagos vêm depois: Professional por 49 dólares (um milhão de eventos), Business por 249 e Enterprise por 499.

Pontos fortes. Entrada realmente gratuita, interface em russo e início simples e rápido — um sandbox ideal para entender a mecânica do tracker sem gastar nada. É justamente por isso que muitos, como nosso Dimon, começam por aqui.

Pontos fracos. A gratuidade tem seu preço: no free e até mesmo no Professional inicial, não é possível conectar domínios próprios — nem de tracking, nem para cloaking (isso só está disponível a partir do Business, por 249 dólares). Condições avançadas de filtragem de bots (detecção de crawlers, proxies, webview) também só existem nos planos superiores, e o armazenamento nos planos básicos é de apenas um mês. Ou seja, como trampolim inicial — ótimo, mas para esquemas sérios ou grandes volumes, você vai bater no teto e precisar migrar.

Para quem. Iniciantes e todos que querem testar um tracker de graça, além de pequenos volumes em verticais white.

Página inicial do tracker em nuvem Voluum com painel de conversões, lucro e ROI — GoAff
O tracker em nuvem Voluum se vende como um centro único de gestão de anúncios com automação

Voluum — clássico enterprise em nuvem

Um dos trackers em nuvem mais antigos e renomados. Começa em 119 dólares por mês no plano Profit (um milhão de eventos, mas apenas 20 campanhas), e os planos completos para equipes começam bem mais alto — é o segmento de preço premium do mercado.

Pontos fortes. Análise profunda, antifraude, integrações com dezenas de fontes e, principalmente, automação embutida: regras que ajustam lances, pausam campanhas deficitárias e redistribuem orçamento sem sua intervenção. Na prática, não é só um tracker, mas um centro de gestão de media buying para quem investe alto.

Pontos fracos. Caro, e isso se sente em cada detalhe: o plano básico limita a vinte campanhas, há cobrança extra por excedente de eventos, e a automação mais avançada — em alguns casos — tem preço à parte. Para um iniciante solo, é como matar formiga com canhão.

Para quem. Equipes e agências que precisam de uma ferramenta enterprise de status com automação e não se importam em pagar por isso.

Página inicial do tracker PeerClick com 170 bilhões de eventos rastreados e velocidade de 15 ms — GoAff
O PeerClick impressiona com números de velocidade — para trackers em arbitragem de tráfego, o tempo de redirecionamento é realmente crítico

Bônus: PeerClick — nuvem acessível com teste gratuito

O sexto elemento, que era uma pena descartar. Se o Voluum parece caro e você quer uma solução em nuvem completa, e não só o sandbox gratuito do BeMob, dê uma olhada no PeerClick. Teste gratuito para 10.000 eventos sem cartão, depois planos pagos a partir de 99 dólares.

Ele foi criado desde o início para arbitragem, tem interface e suporte mais próximos do público de língua russa e é visivelmente mais barato que os grandes players ocidentais como o Voluum. O ponto negativo, típico de um player mais novo, é que tem menos integrações e modelos prontos do que os gigantes, e a comunidade é menor, então algumas coisas você terá que configurar manualmente. Como segunda ou terceira opção depois do BeMob, quando o plano gratuito já não basta, é uma alternativa bem funcional.

Conclusão

Voltando ao Dimon e seus quarenta criativos. Com o tracker, aquela manhã é diferente: ele abre uma aba e em cinco minutos vê que três das quarenta campanhas estão no lucro, oito fontes precisam ir para a blacklist e uma landing está queimando tráfego e precisa ser desligada. Tudo porque o tracker configurado finalmente permitiu ao Dimon ver onde ele está ganhando dinheiro e onde está perdendo.

Essa é a essência da ferramenta. O tracker não gera tráfego, não cria criativos e não traz lucro. Ele apenas revela os culpados — transforma um simples “positivo” ou “negativo” em um quadro claro, com o qual você pode trabalhar. Enquanto você roda uma campanha de cem dólares, ele é exagero. Mas quando as campanhas aumentam e o orçamento cresce, a cegueira começa a custar mais caro que a assinatura — e aí o tracker deixa de ser um gasto opcional e vira aquilo sem o qual você simplesmente está queimando dinheiro no escuro.

Checklist rápido para começar:

  1. Decida se você realmente precisa dele (veja a seção “Quando o tracker não é necessário”).
  2. Escolha o tipo: nuvem para começar e pela facilidade, servidor para volume e controle.
  3. Pegue um trial ou plano gratuito — BeMob ou PeerClick, para testar sem custo.
  4. Configure sua primeira campanha e confira o postback três vezes. O postback mesmo.
  5. Dê ao tracker uma semana de dados antes de tirar conclusões.

FAQ

É uma ferramenta intermediária entre o anúncio e a oferta, por onde passa cada clique. Ele registra todos os dados do clique, direciona o usuário para a página certa e cruza os cliques com as conversões da afiliada. Em resumo — é onde você vê qual anúncio traz dinheiro e qual está gastando.

O TDS só distribui o tráfego conforme regras (mobile para cá, desktop para lá). O tracker faz isso e ainda calcula o dinheiro e gera toda a análise. Hoje, distribuição de tráfego é só uma das funções dentro do tracker, TDS separado praticamente não existe mais.

Sim, mas com ressalvas. O BeMob tem um plano gratuito para sempre com 100.000 eventos por mês. A maioria dos outros oferece trials de 14 dias. Existem opções open source e desenvolvidas por conta própria, mas são gratuitas só na licença — tempo e servidor ainda têm custo.

Na nuvem — a partir de 49 dólares por mês (BeMob Professional) até centenas nos planos avançados. Em servidor — a partir de 40 euros (Keitaro Starter) mais aluguel de VPS de 5–15 dólares. O Binom cobra fixo de 104–149 dólares para qualquer volume de cliques.

Postback é um sinal do servidor da afiliada para o tracker informando que ocorreu uma conversão. Sem ele, o tracker vê os cliques, mas não enxerga os depósitos, e metade da análise simplesmente não funciona. Verifique a configuração do postback três vezes — é onde mais acontecem erros.

Não, são apenas nomes parecidos. MyTracker da VK é uma ferramenta de análise para aplicativos móveis, Yandex Tracker é um gerenciador de tarefas para equipes. Nenhum dos dois tem relação com arbitragem de tráfego, embora nas buscas sejam frequentemente confundidos com trackers de anúncios.

Comece com uma solução em nuvem com plano gratuito ou teste — BeMob ou PeerClick. Assim você entende a mecânica sem investir dinheiro ou configurar servidor. Quando pegar prática e atingir o limite de volume, pense em Keitaro, Binom ou um plano pago em nuvem.

No início, sim. Se você tem uma oferta, uma afiliada e orçamento pequeno, SubID e estatísticas da afiliada são suficientes. O tracker se torna indispensável quando há várias ofertas e fontes, e o custo de não enxergar supera o valor da assinatura.