No arbitragem, é a fonte que determina absolutamente tudo: desde os insumos necessários e regras de moderação até o comportamento do público. Serão pessoas que procuram o produto ativamente nos buscadores ou quem está apenas rolando vídeos curtos por tédio? Se errar na escolha logo no início, você só vai perder dinheiro sem entender por que não há conversões.
Para que você não gaste seu orçamento em plataformas que não combinam com seu produto, neste artigo analisamos detalhadamente todos os tipos de tráfego relevantes no arbitragem. Comparamos as características das fontes gratuitas e pagas e preparamos um passo a passo para ajudar você a escolher a plataforma certa para sua oferta e orçamento.
O que é uma fonte de tráfego no arbitragem
Fonte de tráfego é uma plataforma específica ou rede de anúncios de onde os afiliados atraem usuários para as ofertas dos programas de afiliados. Em outras palavras, é qualquer lugar na internet onde há público: motores de busca como Yandex e Google, redes sociais como Facebook e TikTok, redes de teasers ou fóruns especializados como Reddit.
A plataforma escolhida define rigidamente os limites do trabalho. A fonte determina totalmente o tamanho do orçamento inicial para testes, o conjunto de insumos necessários e as formas de contornar a moderação.
Além disso, o comportamento dos usuários depende da plataforma. Nos buscadores, as pessoas digitam consultas específicas porque precisam de um produto ou serviço naquele momento. Já nas redes sociais, a situação é oposta, pois ninguém está ali com intenção de comprar. Para fazer o usuário clicar no anúncio e chegar ao cadastro em um cassino ou compra de suplemento, os afiliados usam clickbait agressivo e gatilhos fortes nos criativos para chamar atenção no feed. Por causa dessa diferença de comportamento, uma mesma combinação pode ser lucrativa em uma fonte e queimar todo o orçamento em outra.
Classificação: orgânico, UBT, tráfego pago
As plataformas no arbitragem costumam ser divididas em três grandes categorias: tráfego orgânico, tráfego condicionalmente gratuito (UBT) e fontes pagas. A principal diferença entre elas está no custo de aquisição do usuário, no conjunto de ferramentas técnicas e na velocidade para obter os primeiros leads.
Tráfego orgânico
Orgânico são visitantes que chegam às plataformas de forma natural, sem campanhas de anúncios. Inclui o SEO clássico (colocar sites de conteúdo e vitrines no topo do Google ou Yandex) e ASO (otimização de aplicativos móveis na App Store e Google Play).
A principal característica desse tipo de tráfego é a alta qualidade dos leads. Os usuários procuram ativamente por um produto ou serviço específico, então o tráfego converte bem. Redes de afiliados e anunciantes valorizam essas fontes, oferecendo o menor hold e aprovando com mais facilidade taxas mais altas.
No entanto, o tráfego orgânico exige investimentos sérios de tempo e dinheiro. Para posicionar um site ou app nas buscas por consultas-alvo, os afiliados contratam redatores, programadores, montam núcleo semântico e compram links regularmente. É importante considerar que o resultado desse trabalho só aparece após alguns meses.
Tráfego condicionalmente gratuito (UBT)
Diferente do tráfego orgânico clássico, essa abordagem permite atrair audiência muito mais rápido graças aos algoritmos de recomendação do TikTok, Instagram Reels ou YouTube Shorts.
Por exemplo, vídeos curtos no TikTok com garotas atraentes e um link para um site de namoro na descrição do perfil são um exemplo típico de captação de UBT.

Não há nenhum gasto com spend aqui, pois o conteúdo é promovido pelas próprias plataformas.
A maior parte dos custos vai para a preparação técnica: navegadores antidetect, proxies móveis e contas. Ao mesmo tempo, a ausência de gastos com cliques significa que é preciso investir muito tempo em trabalho manual. Para garantir volumes estáveis de conversões, os afiliados gerenciam redes com dezenas de perfis, constantemente personalizam o conteúdo e fazem upload diário de vídeos.
O principal ponto negativo dessa abordagem é a total instabilidade. Os sistemas antifraude das plataformas estão sempre sendo atualizados, fazendo com que perfis sejam banidos em massa e o alcance caia drasticamente após cada mudança de algoritmo.
Tráfego pago
No tráfego pago, você paga às redes de anúncios por impressões ou cliques. Essa categoria inclui Facebook Ads, Google Ads, redes de teasers e push. O media buyer paga para que a plataforma mostre sua criatividade ao público-alvo.
A principal vantagem das fontes pagas é a velocidade de lançamento e a facilidade de escala. Os afiliados não precisam passar meses desenvolvendo um site ou gastando tempo constantemente para subir vídeos. As primeiras conversões podem ser obtidas logo após a aprovação da campanha pela moderação.
Se a combinação começa a dar lucro, para aumentar o volume basta apenas aumentar o spend diário no gerenciador de anúncios ou ampliar o número de contas de publicidade.
No entanto, trabalhar com tráfego pago exige grandes investimentos e fluxo de caixa constante. Sempre existe o risco de perder todo o orçamento em poucas horas devido a uma criatividade ruim ou erros na configuração do targeting.
Além disso, plataformas como Facebook e Google proíbem a promoção de ofertas cinzas. Por isso, os afiliados precisam gastar com softwares e suprimentos: conectar trackers, configurar cloaking, buscar cartões de pagamento confiáveis e trocar contas bloqueadas constantemente.
Fontes orgânicas e UBT – visão detalhada
É possível captar tráfego orgânico em dezenas de plataformas diferentes, incluindo mecanismos de busca, fóruns temáticos e mensageiros. Todas essas fontes têm uma regra em comum: os afiliados atraem pessoas por meio de conteúdo, não de orçamento de anúncios.
Abaixo analisamos em detalhes as plataformas populares para captação de tráfego orgânico e as particularidades de seus algoritmos.
Tráfego de busca (SEO)
SEO é um universo à parte. Simplificando, o posicionamento no topo depende da otimização de textos para palavras-chave, da qualidade dos links externos e da configuração técnica interna correta. Além do Google e Yandex, os webmasters também trabalham com Bing, Yahoo e outras plataformas locais.
Os webmasters muitas vezes precisam administrar servidores por conta própria, acelerar o carregamento das páginas, montar o núcleo semântico e corrigir bugs a tempo, caso contrário os robôs de busca rebaixam o site nos resultados.
No iGaming, normalmente são criados sites de reviews com rankings de cassinos e avaliações de jogadores, portais temáticos com estratégias e análises de regras, além de plataformas com promo codes e bônus atualizados.

No nicho financeiro, o mais comum são as vitrines. São sites com listas de ofertas de bancos ou financeiras, onde o usuário pode comparar condições e ir direto para o link.

A promoção desses projetos é cara e demorada. Devido à forte concorrência pelas primeiras posições, os webmasters gastam milhares de dólares na compra de links, pagamento de redatores e trabalho de programadores. O orçamento e o esforço são investidos a longo prazo, por isso os primeiros resultados geralmente aparecem só após alguns meses.
O tráfego orgânico é ideal para nichos com pagamentos altos: cripto, iGaming, ofertas de apostas e finanças. O usuário vindo da busca pode jogar ou depositar por meses, o que cobre totalmente os custos de criação e desenvolvimento do projeto.
ASO
O princípio do ASO é muito parecido com o do SEO. A ideia é a mesma: colocar o produto nas primeiras posições da busca para determinadas consultas, só que não em buscadores comuns, mas dentro das lojas Google Play e App Store.
Quanto mais alto o app aparece nos resultados, mais usuários vão baixá-lo. Além disso, o público das stores é considerado um dos mais qualificados. As pessoas procuram de forma intencional um jogo ou marca específica, por isso esse tráfego converte muito bem e é muito valorizado pelas redes de afiliados.
Após o upload do app na loja, os algoritmos das stores levam alguns dias para indexar o texto e definir as posições iniciais na busca.
“O ASO é configurado mais ou menos como o SEO. Você tem uma descrição curta, uma descrição longa, as palavras-chave para as quais quer ranquear. Depois do lançamento, espera 5–6 dias até o Google entender o que está acontecendo, e aí começa a gerar tráfego incentivado, avaliações e likes. Se você for para as palavras mais amplas, já tem todo mundo lá. Por isso, às vezes é mais fácil buscar palavras menores, onde tem pessoas reais e matemática clara”, — Ivan, owner da equipe de arbitragem e do segmento de betting Leads.
Ao mesmo tempo, a mecânica de promoção no Google Play e na App Store é bem diferente. Na loja do Google, os algoritmos indexam palavras-chave de todos os lugares: do nome, da descrição e das avaliações dos usuários.
Na App Store, a descrição textual não influencia na busca, e existe um campo fechado separado para as palavras-chave. A moderação da Apple é sempre manual e extremamente rigorosa, por isso é muito mais difícil aprovar um app cinza lá do que no Google Play, onde o processo costuma ser automatizado.
O principal fator de promoção nas lojas de aplicativos são os fatores comportamentais: número de downloads, avaliações e retenção do público. Na plataforma Android, as avaliações têm um papel enorme, pois o texto dos comentários no Google Play influencia diretamente as posições nos resultados.
Nas tarefas de manipulação para o Google Play, são especificadas consultas-alvo: nomes de marcas, bônus ou freebets, que os executores devem inserir no texto. Uma avaliação nas plataformas custa apenas cerca de 12–15 rublos, mas para alcançar o topo com boas palavras-chave são necessários grandes volumes.
No arbitragem via ASO, promovem-se principalmente nichos cinza: iGaming, apostas e cripto. Para isso, usam aplicativos WebView, que se disfarçam como utilitários simples ou jogos.

Ao abrir esse tipo de programa, o jogador real cai em um formulário de registro de cassino, enquanto os moderadores veem apenas um software comum.
Passar pelos filtros rigorosos das stores fica mais caro a cada ano. O desenvolvimento ou compra do próprio aplicativo custa pelo menos algumas centenas de dólares. Além disso, os algoritmos de moderação banem regularmente perfis suspeitos, por isso é preciso comprar contas antigas de desenvolvedor com alta reputação, cujas preços chegam a $1500–2000 cada. Devido aos bloqueios frequentes de produtos cinza, esses custos precisam ser considerados como despesas constantes.
No Instagram, o público é adulto e com poder aquisitivo, por isso finanças, nutra, dating e iGaming convertem bem na plataforma. O tráfego é gerado por vídeos curtos no Reels, e o link para o offer ou canal do Telegram pode ser colocado diretamente na descrição do perfil.

No entanto, em contas novas, os vídeos quase nunca entram nas recomendações imediatamente, pois a plataforma exige um aquecimento obrigatório.
Na primeira semana, os perfis são aquecidos manualmente. Os webs apenas assistem reels do seu nicho, navegam pelo feed e curtem posts para treinar os algoritmos para o conteúdo específico. Nos primeiros três ou quatro dias, apenas atividade comum; depois, o perfil é configurado: avatar, nome e descrição, mas sem adicionar links ainda.
Os vídeos começam a ser postados cerca de uma semana depois, gradualmente, um por dia. Só é possível começar a direcionar tráfego quando os vídeos atingem pelo menos alguns milhares de visualizações.
Escalar as operações é difícil. O antifraude do Instagram monitora rigorosamente o hardware. Ao trabalhar com navegadores antidetect no computador, as contas têm menos confiança e muito mais chance de ban, especialmente em verticais cinza. Por isso, os afiliados precisam montar fazendas de smartphones reais e vincular no máximo 3–5 contas por aparelho.
A própria plataforma traz um público com boa conversão, mas grandes volumes exigem gastos constantes na compra de dispositivos físicos e muito tempo para gerenciar manualmente cada conta.
TikTok
No TikTok, é possível obter visualizações imediatamente em contas novas, sem precisar aquecer perfis por semanas como no Instagram. Mas a moderação aqui é muito rígida. Os algoritmos escaneiam cada frame, analisam o áudio e comparam os vídeos com seu banco de dados. Para evitar banimento por falta de originalidade, os afiliados refazem completamente cada material original.
Para algumas contas, os criativos são editados manualmente no CapCut, e para uploads em massa usam scripts no FFmpeg, que aplicam filtros em lote, alteram camadas e removem metadados dos arquivos.
Não é permitido colocar links diretos para cassinos ou ofertas adultas, pois a moderação bloqueia o perfil imediatamente. Para driblar o antifraude, os afiliados usam o seguinte método: gerenciam uma rede com dezenas de contas e redirecionam as pessoas para um perfil principal, onde o link está na descrição, ou levam toda a audiência diretamente para canais no Telegram.
O conteúdo é publicado seguindo duas estratégias principais. A primeira: spam tradicional, quando criativos agressivos são postados em massa em perfis novos para captar visualizações antes do banimento.
A segunda estratégia é o upload em ciclo. O vídeo é publicado, esperam ele alcançar de 600 a 3.000 visualizações, então deletam e fazem o upload novamente. Após algumas repetições, os algoritmos do TikTok começam a encontrar o público-alvo com mais precisão.
Essa fonte é ótima para trabalhar sem investimento, pois permite obter os primeiros leads sem gastar com anúncios. Porém, grandes volumes exigem ações manuais constantes: os afiliados reconfiguram celulares, registram contas e tornam centenas de criativos únicos todos os dias.
YouTube
Nesta plataforma, é possível gerar tráfego tanto por Shorts quanto por vídeos horizontais clássicos. A fonte é frequentemente escolhida para gambling, betting, cripto ou para direcionar para canais no Telegram. As redes de canais são gerenciadas via computadores com navegadores antidetect, ou configuram o trabalho em smartphones reais, vinculando várias contas por dispositivo.
São usados tanto novos autoregistros quanto contas antigas compradas com histórico. Canais novos passam obrigatoriamente por um período de descanso de 5–6 dias antes do lançamento, enquanto simultaneamente fortalecem o fator comportamental: apenas assistem vídeos do nicho e curtem, para ajustar os algoritmos ao segmento desejado.
Para verticais cinza, nesta etapa são publicados cortes de filmes, partidas esportivas ou histórias de vida envolventes em formato de texto.
Isso é necessário para dar confiança às contas antes de subir verticais cinza e filtrar os canais que não geram tráfego nem com vídeos brancos. Se os vídeos ficarem zerados por alguns dias, esses perfis são descartados, pois levariam tempo demais para crescer.
A moderação monitora rigorosamente qualquer link, então não é possível direcionar usuários diretamente para ofertas de cassino ou apostas. Para driblar o antifraude, os afiliados transferem o tráfego para canais no Telegram.
Os links são colocados no cabeçalho ou na descrição do próprio canal, e nos vídeos em si, o convite para acessar o perfil é feito por voz ou texto. Diferente do TikTok, o YouTube é muito menos instável. Mas para conseguir muitos leads, é preciso criar conteúdo exclusivo diariamente e manter a atividade em dezenas de canais diferentes.
O Reddit funciona como uma grande plataforma com milhares de fóruns separados por interesses, chamados de subreddits. Os usuários se reúnem em comunidades específicas para determinados temas, o que facilita para os afiliados alcançarem o público-alvo. A plataforma é frequentada principalmente por um público de língua inglesa dos EUA e da Europa Ocidental, por isso vale a pena investir tempo nela para nichos como adulto, cripto e iGaming.
O tráfego aqui é gerado por meio de publicações nesses tópicos. Links diretos nos posts são removidos instantaneamente pelos algoritmos e administradores, então, para contornar as restrições, os afiliados deixam links na descrição do perfil e atraem o público com conteúdo nas discussões certas.
Não dá para trabalhar com contas novas. A maioria dos subreddits populares impõe restrições quanto à idade do perfil e à quantidade de karma. Karma é a pontuação total da conta: quando outros usuários dão upvote no seu post ou comentário, ela aumenta; se derem downvote, diminui. Sem os números necessários, bots simplesmente deletam a publicação.

Para trabalhar, os afiliados compram contas antigas ou aumentam o karma manualmente. O aquecimento manual pode levar algumas semanas, já que aqui não dá para sair postando frases prontas sem pensar. É preciso escrever comentários relevantes em diferentes tópicos neutros para que outros usuários curtam: só assim é possível elevar o karma aos níveis exigidos.
A principal dificuldade é passar pela moderação de cada comunidade. Além dos bots, há moderadores reais nos tópicos, que banem manualmente qualquer tipo de publicidade. A fonte é especialmente boa para adulto, pois existem subreddits NSFW onde conteúdo explícito é oficialmente permitido e não resulta em bloqueio.
Nessas seções, os afiliados publicam fotos de modelos e convidam por texto a visitar o perfil, onde está o link para OnlyFans ou uma smartlink.

No nicho de cripto, criam tutoriais úteis ou discussões se passando por usuários comuns, mencionando o produto desejado de forma sutil.
A posição do post no feed da comunidade depende dos upvotes (o equivalente local aos likes). Quanto mais upvotes a publicação recebe nas primeiras horas, mais alto ela fica no topo da seção e mais pessoas a veem.
O funcionamento aqui é bem diferente de outras fontes UBT: não dá para fazer spam em massa e as contas não são descartáveis. Com o devido cuidado, um perfil pode durar até alguns meses, então o foco deve ser totalmente na qualidade.
O Pinterest não é uma rede social clássica, mas sim um banco de imagens com função de busca. As pessoas acessam a plataforma quando procuram algo específico: por exemplo, ideias de decoração, treinos, dietas ou fontes para design. Os usuários digitam frases exatas na barra de pesquisa, então esse público está muito aquecido e pronto para comprar. O tráfego principal vem dos EUA e da Europa Ocidental.
Na plataforma, promovem produtos físicos, nutra, serviços eletrônicos ou assinaturas (por exemplo, plataformas gráficas como Creative Fabrica, onde os afiliados recebem uma porcentagem dos gastos dos usuários indicados).
Não é permitido direcionar tráfego diretamente para iGaming, apostas ou dating — a moderação bloqueia a conta imediatamente por violação das regras. Para contornar as restrições, os afiliados usam prelanders como Google Sites ou Medium, ou transferem o público para Telegram e Instagram.

Entre os nichos relativamente restritos, a plataforma é mais tolerante com nutra (produtos de cuidados ou emagrecimento), já que o Pinterest historicamente tem uma audiência majoritariamente feminina.

As redes de contas são gerenciadas por navegadores antidetect, e não vinculam mais de três perfis a um único proxy IPv4. Novas contas demoram para ganhar tração. Nos primeiros dias, os afiliados apenas simulam o comportamento de um usuário comum: visualizam publicações, curtem e seguem boards temáticos. Depois disso, começam a postar conteúdos neutros, cerca de 10–15 por dia. Estratégias de spam em massa não funcionam mais e levam ao banimento imediato.
O tráfego aqui depende totalmente dos resultados de busca da plataforma, por isso a otimização SEO é fundamental. Palavras-chave e hashtags são sempre inseridas nos títulos e descrições das imagens (pins).
As palavras-chave são coletadas com softwares especiais: a extensão SortPin ajuda a analisar os pins dos concorrentes, enquanto o programa PinInspector faz o parsing de buscas relacionadas, cujo volume é então verificado em serviços como SearchVolume.
Mirar nas frases mais populares não faz sentido, pois os resultados estão dominados por publicações antigas de grandes marcas. Os afiliados escolhem buscas de média e baixa frequência: o alcance é menor, mas quase não há concorrência.
A parte visual também é preparada para as palavras-chave escolhidas. Os criativos devem ser chamativos, de alta qualidade e seguir um estilo único, já que os usuários da plataforma estão acostumados a um feed esteticamente agradável e simplesmente ignoram imagens desleixadas.
Para trabalhar em escala, a automação do upload é feita com scripts próprios no ZennoPoster ou BAS, conectando IA via API para gerar imagens e descrições de texto. O retorno inicial do Pinterest não é imediato, os perfis precisam ser desenvolvidos por semanas, mas com a abordagem certa essas contas podem gerar tráfego passivo por vários meses.
Classificados
Classificados como Avito ou OLX são considerados uma fonte bastante de nicho no arbitragem, pois quase não há informações detalhadas ou cases disponíveis publicamente. Nessas plataformas, os afiliados atraem um público que já está procurando um serviço, produto ou trabalho específico.
Aqui, geralmente trabalham com verticais como RH, por exemplo, vagas para entregadores, motoristas de aplicativo ou operadores de estoque, além de produtos white hat e finanças, como microcréditos.
Não é permitido inserir links na descrição dos anúncios, pois a moderação os remove imediatamente. Em vez disso, os afiliados configuram autoresponders: quando alguém se candidata a uma vaga ou pergunta sobre um produto, recebe no chat interno da plataforma um link para o formulário do candidato ou para o site do anunciante.
Para publicar anúncios em grande volume, é necessário ter muitos perfis. As plataformas detectam multi-contas pelo hardware e endereços IP, além de exigirem verificação obrigatória por documentos ou Face ID.
Por isso, os afiliados compram contas antigas com avaliações ou alugam perfis de pessoas reais. O trabalho é feito por meio de navegadores antidetect e proxies móveis, onde apenas uma conta é vinculada a cada endereço IP.
Marketing viral
Marketing viral no arbitragem é uma variação do UBT e envolve a criação intencional de fakes. O objetivo é criar conteúdo provocativo que os usuários compartilhem e discutam entre si. Na maioria das vezes, os afiliados usam essa abordagem para promover iGaming, apostas, dating e canais do Telegram em redes sociais como TikTok, Instagram Reels ou X. Eles criam vídeos ou posts com notícias falsas, escândalos, conteúdo chocante ou afirmações polêmicas que provocam emoções fortes nas pessoas.
A principal aposta é nos algoritmos das plataformas, que promovem publicações com alta atividade nos comentários. Os afiliados inserem intencionalmente erros ortográficos, frases ambíguas ou situações absurdas nos criativos para provocar discussões. Os usuários começam a comentar em massa, discutir entre si e tentar provar que o autor está errado. Os algoritmos das redes sociais interpretam essas ações como interesse pelo conteúdo e impulsionam o vídeo para as recomendações.
Não se insere publicidade direta nesses criativos, pois isso estraga o efeito viral. O link para o offer ou canal do Telegram é colocado na descrição do perfil, e no próprio vídeo há um convite, por voz ou texto, para acessar o link e ver a continuação da história. Esse método gera milhões de visualizações sem custos com anúncios, mas o tráfego costuma ser frio e as contas são rapidamente banidas devido a denúncias de fake news pelos usuários.
Sites de namoro
Em sites de namoro (como Tinder, Badoo ou Mamba), os afiliados captam um público masculino já interessado em interações. Essa fonte é usada para direcionar tráfego para offers adultos ou OnlyFans. O esquema se baseia na criação de perfis femininos falsos: adicionam fotos ao perfil e coletam matches.
Não é permitido inserir links diretamente nos chats dos aplicativos, pois a moderação os remove imediatamente. Por isso, os usuários são direcionados para fora da plataforma sob vários pretextos: durante a conversa, recebem um link para o serviço de dating alvo, com a promessa de continuar a conversa lá.
Na prática, essa abordagem transforma o tráfego em motivado. Como não há uma mulher real no site final, os usuários fecham a página logo após o cadastro. Assim, o produto não retém a audiência e não há nenhuma atividade posterior nos perfis.
Anunciantes estão cientes dessa característica dessas fontes de tráfego, por isso monitoram rigorosamente o comportamento dos usuários e frequentemente proíbem totalmente a captação de público de aplicativos de namoro.
Plataformas de streaming
Arbitragistas usam plataformas de streaming principalmente para iGaming e apostas. Para iniciantes, as melhores opções continuam sendo YouTube e TikTok, já que seus algoritmos promovem transmissões nas recomendações e geram tráfego gratuito.

No Kick é difícil conseguir boas visualizações do zero, e a Twitch já bane há tempos qualquer transmissão de cassino. A estratégia de rodar gravações antigas de streams de terceiros em loop já não funciona. Os espectadores no chat percebem rapidamente que o streamer não está interagindo e saem. Por isso, os webmasters fazem transmissões ao vivo e, para não mostrar o rosto, usam programas de alteração de aparência (como Deep Live Cam) ou avatares digitais.
Tecnicamente, a transmissão é iniciada via OBS, um programa gratuito para PC. Nele, o webmaster exibe a janela do slot, ajusta o áudio e envia o stream pronto para o YouTube ou TikTok.
Como a moderação automática das plataformas verifica a transmissão logo após o início, os webmasters usam um truque. Começam o stream com algum jogo neutro, como Minecraft, e só depois de 15–20 minutos mudam a tela para o cassino.
No próprio OBS, as áreas onde aparecem saldos, apostas e nomes de marcas são cobertas com banners do chat. Palavras proibidas também não são ditas em voz alta, trocando “cassino” por “plataforma” e “depósito” por “recarga”.
No chat ou na descrição da live, os webmasters deixam links para o canal do Telegram, para onde direcionam os espectadores sob o pretexto de distribuir bônus ou códigos promocionais. No canal, publicam resultados das sessões de jogo, capturas de grandes ganhos e posts úteis para reter o público e motivar o cadastro no cassino.
Fontes pagas – análise detalhada
Abaixo reunimos uma análise detalhada das principais fontes de tráfego pago. Vamos passar por todas as plataformas relevantes: de contexto e segmentação em redes sociais a push e anúncios em aplicativos, para entender as particularidades de lançamento e regras de moderação em cada uma delas.
Publicidade contextual
Isso inclui mecanismos de busca, principalmente Google Ads e Yandex Direct. A particularidade dessa fonte é que os webmasters trabalham com pessoas que já têm uma demanda formada.
O usuário digita uma frase específica na barra de pesquisa (por exemplo, “fazer empréstimo online”, “comprar tênis” ou “espelho atualizado de cassino”), então o público aqui já está pronto para agir, diferente das redes sociais, onde é preciso captar as pessoas do feed.
Em verticais white, como finanças, e-commerce ou RH, os anúncios são configurados para consultas específicas e levam as pessoas diretamente ao site do anunciante ou para vitrines financeiras com várias ofertas. A moderação dos buscadores aprova esse tipo de publicidade sem problemas, então as contas funcionam de forma estável e sem bloqueios.
Em nichos grey, como gambling ou betting, os filtros das plataformas não permitem campanhas com link direto. Para contornar as restrições, os afiliados usam cloaking: através do tracker, segmentam o tráfego para que bots e moderadores vejam um site totalmente white, enquanto os usuários reais são direcionados para o landing de cassino ou pre-landing.
O principal ponto negativo do tráfego contextual é o alto custo. Devido à forte concorrência, o preço por clique em consultas populares pode ser muito elevado, então não dá para entrar nessa fonte com um orçamento modesto.
Publicidade segmentada em redes sociais
Diferente dos buscadores, nas redes sociais os afiliados trabalham com um público totalmente frio, que navega pelo feed em busca de entretenimento. Para fazer alguém clicar no anúncio, é preciso chamar atenção com clickbait agressivo ou apelar para emoções no criativo.
A principal plataforma de arbitragem e fonte de tráfego no mercado há anos é o Facebook Ads junto com o Instagram. Pelo FB rodam as verticais mais lucrativas: gambling, betting, nutra e cripto, já que essas redes oferecem volumes enormes de audiência para praticamente qualquer GEO.
Não é possível anunciar ofertas grey diretamente — a moderação não permite. Devido aos bloqueios frequentes, os media buyers precisam trocar regularmente os elementos do setup: usar novos cartões de pagamento para substituir os bloqueados pelo antifraude, atualizar domínios e lançar perfis em massa via browsers antidetect.
Para passar na moderação ao rodar gambling e betting, o tráfego geralmente é direcionado para aplicativos mobile — WebView ou PWA. Os moderadores do Facebook veem um utilitário white comum ou um jogo simples da loja oficial, enquanto o jogador real, ao abrir o app, acessa dentro dele o site completo do cassino online.
Para rodar qualquer nicho grey, sempre se configura cloaking — tecnologia de substituição de conteúdo. Com o tracker, bots são enviados para páginas white (White Page), enquanto usuários reais são redirecionados para pre-landings e ofertas alvo.
O principal problema dessa fonte é o rápido desgaste dos criativos e os banimentos frequentes de contas. Por isso, é preciso criar novos materiais promocionais todos os dias, e os gastos com insumos e testes são altos, então não dá para começar aqui com pouco capital.
No entanto, se a campanha engata e começa a dar lucro, é possível escalar muito rápido: basta aumentar o spend diário nas contas ou lançar vários novos perfis em massa.
Push notifications
Essa fonte funciona como mensagens pop-up do sistema nas telas de celulares ou computadores. Os usuários assinam essas notificações em sites de terceiros, muitas vezes por acidente, por exemplo, ao tentar fechar um player de filme ou passar por um captcha.
Por isso, o tráfego aqui custa centavos e o volume é enorme, mas o público é extremamente frio, já que as pessoas estão acostumadas a ver esse tipo de notificação o tempo todo. Para fazer alguém clicar no push, os afiliados disfarçam os criativos como mensagens pessoais de mensageiros, chamadas perdidas ou notícias chocantes.

O principal benefício das push networks é a moderação extremamente permissiva. Aqui não é necessário cloaking, fazendas de smartphones ou farm de contas complicado, e as campanhas são lançadas diretamente nas redes de anúncios (como PropellerAds ou Push.House).
As plataformas permitem abordagens agressivas, clickbait pesado e fotos de “antes/depois” sem problemas. Por isso, os pushes são ideais para ofertas com público amplo ou funil simples: nutra (especialmente produtos para potência e emagrecimento), dating, sweepstakes e ofertas de gambling baratas em países Tier-2 e Tier-3.
O principal ponto negativo dessa fonte é a grande quantidade de tráfego de bots e o rápido esgotamento das abordagens. Os usuários deixam de notar os mesmos anúncios em poucos dias, então é preciso trocar os criativos o tempo todo.
O trabalho do afiliado aqui é focado em análise constante das estatísticas no tracker: é preciso identificar regularmente os sites lixo dentro da rede de anúncios e adicioná-los às blacklists, caso contrário os bots vão consumir todo o orçamento sem gerar nenhuma conversão.
Pop-tráfego
Aqui entram pop-ups e pop-unders (clickunders) — abas de anúncio que abrem no navegador do usuário ao clicar em qualquer lugar do site de origem. Normalmente isso acontece em sites de streaming pirata, torrents ou sites adultos.
Esse tráfego custa centavos e as plataformas entregam volumes milionários, mas o público é extremamente sujo e frio. As pessoas acessam o site sem querer, por um clique errado, então a maioria fecha a aba nos primeiros segundos. Para prender o usuário, landings comuns não funcionam: os afiliados usam pré-landings agressivos com timers, títulos chocantes, simulação de notificações do sistema ou de vírus.
A moderação nas pop networks praticamente não existe, então o tráfego é rodado direto, sem cloaking, contas de agência ou setups técnicos complexos. A compra é feita por redes como PopAds, ExoClick ou HilltopAds.
Essa fonte só serve para verticais com funil extremamente simples e rápido, onde o usuário não precisa pagar ou passar por longos cadastros. Na maioria das vezes, clickunders são usados para sweepstakes (sorteios de gadgets por preenchimento de formulário), utilitários mobile (bloqueadores de anúncios, cleaners), Wap-Click (assinaturas móveis em um clique) e smartlinks adultos.
O principal problema do pop-tráfego é a enorme quantidade de bots e cliques fraudulentos dos donos dos sites. Como não existem criativos no sentido tradicional (o pré-lander faz esse papel), não dá para otimizar a campanha com imagens ou textos.
Todo o trabalho do buyer acontece dentro do tracker: desde o início da campanha é preciso coletar estatísticas por ID das fontes, eliminar rapidamente sites de baixa qualidade e montar blacklists, caso contrário as fazendas de bots vão drenar o orçamento em poucas horas.
Influencer Marketing
Para o buying clássico, a vertente de influencer não é tão padrão. Normalmente o tráfego é gerado via Facebook Ads ou Google Ads, mas aqui a publicidade é comprada diretamente de blogueiros ou administradores de canais no Telegram, Instagram e YouTube.
Diferente do targeting tradicional, onde o anúncio aparece para pessoas aleatórias no feed, aqui os afiliados trabalham com a audiência fiel do criador. Os seguidores acompanham o blogueiro regularmente e confiam em sua opinião, por isso clicam nos links ou se cadastram nas ofertas com muito mais facilidade.
No arbitragem, o tráfego de influenciadores é usado para diversos nichos. Os blogueiros vendem integrações diretas para produtos whitehat, infoprodutos, apps mobile, ofertas financeiras, além de gambling ou betting, com anúncios em comunidades temáticas ou com streamers.
A principal dificuldade do influencer marketing é que é difícil escalar volumes aqui. Não dá para simplesmente entrar no gerenciador de anúncios e aumentar o orçamento diário para conseguir mais leads imediatamente.
Os media buyers precisam estar sempre buscando e monitorando novos influenciadores, negociando manualmente as publicações e checando os perfis para evitar fraudes, já que o mercado está saturado de canais com visualizações infladas.
Além disso, o risco de perder o giro é enorme: se errar na análise do influenciador e comprar um post caro em um canal morto, você simplesmente vai pagar por uma publicação que não vai gerar nenhuma conversão.
Publicidade Teaser e Nativa
As redes de teaser e nativas captam tráfego em portais de notícias, sites de informação e blogs. Os teasers geralmente apostam em clickbait pesado e títulos intrigantes no estilo “Choque! Receita soviética antiga limpa vasos sanguíneos em uma noite”.
Já nas redes nativas como Taboola ou Outbrain, os anúncios parecem mais discretos, pois se adaptam totalmente ao design do site e visualmente não se diferenciam dos artigos comuns do mesmo portal.
O público principal dessas fontes são pessoas acima de 40 anos, que entram para ler notícias ou fofocas, então clicam facilmente em manchetes chamativas.
Essa fonte é ideal para nutra, como produtos antiparasitários, para articulações, hipertensão ou potência. Também funciona bem para produtos whitehat baratos. Como os usuários clicam por pura curiosidade, não estão prontos para comprar imediatamente.
As campanhas são lançadas via pré-landers. Nessas páginas usam histórias de tratamento, blogs de médicos ou reportagens com comentários de pessoas para aquecer o interesse antes de levar ao site com o formulário de pedido.
A moderação depende da plataforma escolhida. Nas principais redes nativas como Taboola ou Outbrain as regras são rígidas, então para ofertas greyhat os afiliados precisam usar cloaking. Já nas teasers clássicas como MGID ou Adskeeper é muito mais fácil passar pela moderação, pois são mais flexíveis com clickbait.
“Sinceramente, em mais de 10 anos no afiliado, nunca vi uma fonte melhor que native. Tem muito tráfego: para um time de 5 a 10 pessoas dá para rodar um volume de milhões de dólares por mês. Banimentos quase não existem e dá para rodar muita coisa de arbitragem no white. Se você curte gray/black, também tem tudo isso no native. Já tenho 3 combinações rodando no mínimo positivo. E nem fiz nada demais para isso. Peguei criativo do spy, landings do spy, oferta do spy e lancei. No white. E já deu lucro de cara. Não tem como não ficar feliz”, — autor do canal Telegram “Diretor da Internet”.
O principal ponto negativo dessa fonte é a enorme quantidade de tráfego de bots e cliques não qualificados. A tarefa principal na otimização é a limpeza constante das fontes. No tracker, é preciso monitorar imediatamente os IDs dos sites onde o anúncio aparece e montar blacklists para desativar rapidamente os que não trazem conversões.
In-App Ads
Aqui os anúncios aparecem dentro de jogos mobile, utilitários e aplicativos gratuitos. Os formatos variam: podem ser banners em tela cheia ao trocar de abas, demos interativas (Playable Ads) ou vídeos que dão bônus ou moedas do jogo ao serem assistidos. O volume de tráfego é enorme e, como o usuário já está envolvido no app, esses anúncios chamam mais atenção e são menos ignorados.
O tráfego é veiculado por redes como Unity Ads, AppLovin, Mintegral ou Google AdMob. Essa fonte é ótima para promover tudo que pode ser baixado no celular: jogos mobile, utilitários como cleaners, serviços de dating e apps por assinatura.
O in-app também é usado para rodar campanhas de iGaming e apostas. Em grandes redes como AdMob, a moderação é rígida, então para lançar nichos gray, os media buyers usam cloaking, mascarando os links como programas legais ou jogos simples.
A principal dificuldade com tráfego in-app é o alto custo dos testes por causa dos misclicks frequentes, quando usuários (especialmente crianças em jogos) clicam nos banners sem querer. Por isso, os buyers monitoram de perto as estatísticas: acompanham os IDs dos apps onde o anúncio roda e colocam em blacklist os jogos e utilitários que geram cliques sem instalações. Além disso, por regras de privacidade, iOS e Android ocultam parte dos dados dos usuários.
Por isso, o tracking no tracker costuma falhar e fica difícil saber de qual app veio o lead. No fim, analisar as campanhas fica mais complicado e é preciso reservar um orçamento bem maior para coletar estatísticas confiáveis.
Como escolher a fonte para a oferta: passo a passo
Lançar um produto aleatório na primeira rede de anúncios que aparecer é garantia de zerar o orçamento. Um erro nessa etapa faz você perder dinheiro nos testes sem entender por que não teve leads. Para evitar isso, a escolha da fonte para a oferta deve ser feita em etapas.
Passo 1. Estude as condições do anunciante
Abra a página do offer e leia atentamente as regras. Os anunciantes sempre especificam claramente qual tipo de tráfego estão dispostos a pagar e por qual podem cortar pagamentos ou banir a conta. Se houver proibição de tráfego de marca em contexto ou envios de spam, essas opções já estão descartadas.
Também observe a ação alvo. Para registros simples (CPL), são adequadas fontes baratas com grandes volumes de tráfego, como push ou pop networks. Se o anunciante paga pelo primeiro depósito (FTD) ou pedido confirmado, você precisa de plataformas com um público mais engajado — Facebook Ads ou anúncios de pesquisa.
Passo 2. Calcule os custos do setup técnico
A escolha da fonte depende diretamente das suas possibilidades financeiras. Para rodar nichos cinza como gambling ou nutra via Facebook Ads ou Google Ads, você vai precisar comprar softwares: navegador antidetect, tracker, proxy, cloaker e sempre adicionar dinheiro para o giro.
Se seu capital inicial é só $300, começar no Facebook não faz sentido — você vai gastar tudo em consumíveis ainda na fase de configuração das campanhas. Com um orçamento pequeno, é mais fácil começar com push networks ou tráfego quase gratuito (UBT).
Nos próprios push, os custos com ferramentas são mínimos, e ao trabalhar com TikTok ou Instagram, o dinheiro vai só para contas e proxies móveis, depois os vídeos entram nas recomendações só pelo algoritmo.
Passo 3. Avalie o nível de interesse do público
Nos motores de busca, os usuários digitam consultas específicas, então o público já tem uma demanda formada — nesse contexto é mais eficaz promover MFO, créditos ou seleção de vagas.
Em redes sociais como TikTok ou Facebook, as pessoas rolam o feed para se divertir, e em sites de notícias estão apenas lendo informações. O tráfego ali é frio, então é preciso chamar atenção com criativos agressivos, títulos chocantes ou apelar para emoções nos materiais promocionais. Para essas plataformas, combinam bem cassinos, apostas ou produtos de saúde e beleza.
Passo 4. Analise os spy services
Antes de lançar, avalie o mercado usando spy services como Adheart, SpyOver ou plataformas similares. Pesquise o nome do offer ou palavras-chave e veja os criativos e pré-landings atuais dos concorrentes.

A análise dos anúncios ajuda a entender quais abordagens são mais usadas em determinado geo, quais pré-landings outros buyers utilizam e para onde direcionar seus próprios materiais promocionais.
Passo 5. Compare a matemática do offer com o custo do clique
O valor do pagamento define diretamente a escolha da plataforma. Se você pega um offer de dating com payout de $1.5 por registro simples (CPL), rodar Facebook ou anúncios de contexto não faz sentido: o custo do clique nessas fontes é alto e o gasto logo supera o potencial de lucro. Para esses produtos, escolha plataformas com cliques baratos como push ou use UBT.
Com pagamentos altos, a situação é oposta: se o offer paga $200 por depósito (FTD) em cripto, rodar pop-ups é inútil. O público ali é frio demais para funis complexos de aquecimento, e você só vai gastar saldo sem conversões.
Como testar uma nova fonte de tráfego
Ao entrar em uma nova plataforma de publicidade, não faz sentido esperar leads logo nos primeiros cliques. O teste é feito para coletar os primeiros dados no tracker, para ver o custo real do clique e a conversão. O próprio processo é dividido em várias etapas.
1. Cálculo do orçamento para testes
O valor para testar uma nova fonte sempre é vinculado ao payout do offer. Pela regra básica, para testar uma abordagem ou combinação, reserva-se no mínimo três a cinco vezes o valor do CPA. Se o anunciante paga $150 por lead, o orçamento de teste deve ser de pelo menos $450–750.
Parar a campanha após gastar $30 porque os leads não vieram de imediato é um erro típico de iniciantes. Em volumes pequenos de tráfego, o resultado é determinado pelo acaso. Até que a campanha acumule cliques e registros suficientes, não se pode tirar conclusões sobre a fonte, caso contrário você só vai gastar parte do orçamento em despesas e pode desligar prematuramente uma fonte que funciona.
2. Lançamento de múltiplas abordagens
Enviar tráfego para um único criativo ou pré-lander não faz sentido. Antes de começar, sempre se preparam várias versões de anúncios para diferentes gatilhos. No tracker, configura-se a distribuição uniforme dos cliques entre todas as páginas, e no arbitragem esse processo é chamado de split test.
Isso permite comparar objetivamente a eficácia deles em condições iguais. Anúncios que geram cliques caros sem conversão são desligados imediatamente. Todo o orçamento disponível é redirecionado para as combinações onde o custo por lead permite atingir o break-even ou deixa margem para otimização futura.
3. Filtragem de fontes e criação de blacklists
Em redes com entrega rápida como push, pop traffic ou in-app, há um grande fluxo de cliques não qualificados. Aqui, o trabalho é baseado na limpeza constante das fontes. Pelo tracker, é preciso monitorar imediatamente os IDs de sites ou aplicativos móveis onde os anúncios estão rodando.
Todas as fontes que consomem orçamento mas não geram nem registros nem installs são adicionadas aos blacklists. Isso permite cortar fontes ineficazes e rodar anúncios apenas onde há leads.
4. Verificação de qualidade e escala
Se após a otimização e limpeza das fontes a campanha atinge o break-even ou começa a dar lucro, o anunciante passa a avaliar a qualidade do tráfego gerado. Em gambling, betting ou crypto, o período de hold pode chegar a 30 dias.
Nesse período, via API ou no painel da afiliada, o anunciante verifica a atividade dos usuários trazidos: como eles se comportam no produto, se fazem novos depósitos e se os leads trazidos estão sendo rentáveis. Só depois que a qualidade do tráfego é confirmada e o hold liberado, a combinação é escalada aumentando o spend diário nos painéis ou simplesmente lançando novas contas.
Melhores fontes para iniciantes
Entrar no Google Ads ou outras fontes complexas sem experiência é difícil. Sem entender como funciona a moderação e os princípios de trabalho com o tracker, todo o orçamento de giro vai para despesas como antidetect, cartões e cloaker, que serão banidos antes mesmo da campanha rodar direito.
No início, é mais fácil escolher fontes com custos mínimos de infraestrutura, ou aquelas para as quais há muitos tutoriais prontos na internet. Atualmente, três principais direções se encaixam nessas tarefas.
Redes push e nativas
Esta é a opção mais acessível se você tem um pequeno capital inicial para comprar tráfego. A moderação aqui é simples e aprova os anúncios diretamente, então não será necessário configurar cloaking ou criar whitepages para os primeiros testes. Para começar, basta conectar o tracker e fazer upload dos criativos para a oferta escolhida.
O principal benefício é a possibilidade de aprender a base técnica gastando pouco. Você vai entender as métricas básicas, como avaliar o retorno de diferentes abordagens, como funciona o redirecionamento e a lógica de otimização das campanhas.
O tráfego aqui é barato e o volume de cliques permite coletar estatísticas rapidamente, aprender a analisar cliques e montar blacklists, desativando fontes sem conversão a tempo. Em push e nativo, funcionam bem ofertas com modelo de pagamento simples: sweepstakes, nutra barata ou dating com pagamento por cadastro (CPL).
Tráfego UBT
Quando não há orçamento nenhum para comprar tráfego, faz sentido captar tráfego orgânico no TikTok, Instagram Reels ou YouTube Shorts. No UBT não existem contas de anúncios nem gastos com spend, e os cliques vêm puramente dos algoritmos orgânicos de recomendação das plataformas.
Os únicos custos aqui são proxies móveis e perfis para gerenciar as redes, e todo o trabalho depende de farming manual e postagens regulares de vídeos. O objetivo principal dessa escolha é conseguir os primeiros leads e formar um capital inicial usando uma fonte gratuita, se você estiver disposto a investir seu tempo em vez de dinheiro no saldo da conta.
Facebook Ads
É uma fonte complexa e exige bons orçamentos para testes, contas de qualidade e métodos de pagamento confiáveis. Mas o Facebook Ads tem uma vantagem — existe uma quantidade enorme de informações disponíveis publicamente sobre ele.
Em fóruns, mídias de arbitragem e canais do Telegram, há manuais detalhados sobre como começar, esquemas de trabalho com autorregs e dicas para burlar o antifraude. Se você tem capital livre para testar, será mais fácil entender todos os processos graças a centenas de cases prontos, tutoriais e análises detalhadas de combinações em spy services.
Conclusão
A escolha da fonte para a oferta define todos os custos futuros com testes. Em vez de lançar campanhas em fontes complexas, onde as contas são frequentemente banidas já na configuração, no início é mais fácil optar por opções com custos mínimos.
As redes push ajudam a entender as métricas técnicas e a lógica do tracker sem grandes riscos, enquanto o UBT permite formar o capital inicial com alcance orgânico, se você estiver disposto a investir seu tempo em tarefas repetitivas com contas.
Na fase de testes, todo o trabalho deve ser baseado em matemática. Reserve de três a cinco CPAs por abordagem da oferta, use split test para pré-landings e monte blacklists a tempo, cortando fontes sem leads.
Pular entre redes de anúncios após os primeiros dias negativos é inútil. É muito mais eficiente focar em uma fonte, analisar os dados no tracker e aprimorar a combinação até que os números fiquem positivos.
FAQ
Com esse capital, não faz sentido entrar no Facebook Ads ou Google Ads — você vai gastar todo o dinheiro em insumos como antidetects, proxies e cartões antes mesmo de rodar campanhas de verdade.
É melhor escolher push networks ou tráfego nativo, onde o clique é barato e a moderação aprova anúncios diretamente, sem precisar configurar cloaking pesado. Outra opção é o tráfego condicionalmente gratuito (UBT) no TikTok ou Instagram, onde o dinheiro vai só para contas e proxies móveis, e os cliques vêm de graça graças aos algoritmos de recomendação.
No lançamento, sempre se configura um split-test direto no tracker como Keitaro ou Binom. Lá, criam-se fluxos separados e os cliques são distribuídos igualmente entre diferentes páginas. Se o anúncio já gastou o valor de um CPA do offer, mas não trouxe nem registros, essa abordagem é pausada. Todo o spend disponível é redirecionado para os anúncios e prelanders que trazem a conversão mais barata e permitem alcançar o break-even.
O valor para testar uma abordagem sempre é atrelado ao payout do offer. O básico é reservar pelo menos três a cinco CPAs para cada teste. Se a rede de afiliados paga $20 por pedido confirmado, o teste deve ter um orçamento de $60–100.
Não se deve pausar a campanha antes disso, pois com pouco tráfego o resultado é determinado pelo acaso, e você pode desligar uma fonte promissora antes de ter dados confiáveis.
Em redes com entrega rápida, desde o início há um grande fluxo de cliques não qualificados. No tracker, é preciso monitorar imediatamente os IDs dos sites ou apps onde seus anúncios aparecem. Se uma fonte consome orçamento mas não gera leads, seu ID vai para a blacklist. Limpar fontes regularmente ajuda a economizar verba e rodar anúncios só onde há conversão.
O anunciante avalia a qualidade do tráfego gerado. Em gambling, betting ou cripto, esse período pode durar até 30 dias. Pelo API ou painel da afiliada, o anunciante verifica o comportamento dos usuários dentro do produto: frequência de acesso ao app, se fazem novos depósitos e se esses leads dão retorno.
Só depois de confirmar a qualidade, o hold é liberado e a combinação pode ser escalada aumentando o spend diário ou lançando novas contas.

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